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Embarques de carne bovina absorve oferta doméstica e sustenta indicador do boi


A oferta reduzida de animais para abate continua sustentando o Indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo na casa dos R$ 142,00. No acumulado de setembro, o Indicador permaneceu praticamente estável (-0,14%), a R$ 142,76 no dia 29. Entre 27 de setembro e 4 de outubro, a alta foi de apenas 0,86%, com média de R$ 142,33 nessa quarta, 4 (preço à vista e livre de Funrural). Segundo colaboradores do Cepea, o bom ritmo das exportações de carne bovina in natura, observado desde junho, é que vem enxugando a oferta doméstica, já que o consumo interno está enfraquecido. De acordo com a Secex, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 111,9 milhões de toneladas em setembro, expressiva alta de 20,3% frente ao mesmo mês do ano passado. A receita, por sua vez, somou US$ 471,4 milhões, alta de 21,2% na mesma comparação.


Suíno vivo


Os preços do suíno vivo têm registrado movimentos distintos nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Apesar do período de início de mês, que costuma elevar a demanda devido ao pagamento dos salários, os valores recuaram no mercado independente da maioria das praças pesquisadas. Já em outras, as cotações foram sustentadas pela baixa oferta de animais para abate. Em Patos de Minas, os preços do suíno vivo recuaram 3% entre 27 de setembro e 4 de outubro, para R$ 4,10/kg nessa quarta-feira, 4. No Sudeste Paranaense, por outro lado, os valores aumentaram 1,1% no período, para R$ 3,97 por quilo nessa quarta. No mercado de carne, onde o consumo está enfraquecido, os preços também estão em queda.