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Longa estiagem favorece colheita de algodão em Mato Grosso


A colheita do algodão no Mato Grosso, que se iniciou entre o fim de julho e o começo de agosto , está sendo favorecida pelo sol e tempo seco. Embora a área de plantação no estado tenha sido menor em 2017, em relação ao ano passado, a expectativa é de que a produção seja 23,3% maior , segundo dados do 11° Congresso Brasileiro do Algodão.


O pesquisador Jorge Lulu, da Embrapa Agrossilvipastoril do Mato Grosso, afirma que a seca nos últimos meses ajudou bastante a colheita do algodão e de outros produtos. “Em junho não choveu quase nada na Região Centro-Oeste e isso favoreceu bastante algumas plantações”, conta.


Jorge explica ainda o porquê da baixa precipitação beneficiar o algodão nesta época do ano. “Na colheita, a chuva prejudica as lavouras, pois pode danificar as fibras, então a seca foi boa para os produtores”.


A meteorologista da Climatempo, Camila Ramos, afirma que a tendência é de tempo seco em Mato Grosso na maior parte deste mês de setembro, o que continuará favorecendo a colheita . “Apenas na segunda quinzena é que começam a ocorrer algumas pancadas de chuva mais significativas no oeste do estado”.


Preços sob pressão


Depois de iniciar o mês em alta, impulsionado pela posição firme de vendedores no mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma recuou nos últimos dias, refletindo as desvalorizações do produto no mercado internacional.


Segundo pesquisadores do Cepea, as quedas externas estiveram atreladas à redução das expectativas negativas quanto às lavouras norte-americanas (devido aos furacões previstos para atingir o país).


Além disso, o USDA elevou as estimativas de produção e de estoques para os EUA em relatório divulgado nessa terça-feira, 12, pressionando as cotações da pluma na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e, consequentemente, no Brasil.


Entre 5 e 12 de setembro, o Indicador Cepea/Esalq, com pagamento em 8 dias, caiu 0,6%, fechando a R$ 2,4727/lp nessa terça-feira, 12.