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Valorização do boi gordo anima pecuaristas, mas carne suína registra ligeira queda de preços


As recentes altas nos preços do boi gordo têm animado pecuaristas para o segundo giro de confinamento, a ponto de buscarem boi magro no estado do Pará para engorda em São Paulo, conforme colaboradores do Cepea. Até meados de julho, terminadores estavam desanimados, o que reduziu o número de animais confinados no primeiro giro para patamares bem abaixo do esperado.


No mercado de boi gordo, a oferta ainda restrita de animais e o recuo vendedor dificultam a compra de novos lotes por parte de frigoríficos, mesmo quando o preço ofertado é maior. Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou aumento de 1,1% entre 30 de agosto e 6 de setembro, fechando a R$ 144,82 na quarta-feira, 6 – valor à vista e livre de Funrural.


Mercado de suínos


Já este segmento registou queda de preços na última semana, no entanto, em menor intensidade que o verificado nas semanas anteriores. Mesmo estando no início do mês e com algumas antecipações nas compras por conta do feriado, a oferta foi suficiente para suprir a demanda.


Nas granjas paulistas o animal terminado teve queda de 1,3% nos últimos sete dias, estando cotado, em média, em R$74,00/@. No atacado, a desvalorização no período foi de 1,7%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$5,80/kg.


Apesar do movimento de queda nas cotações nas últimas semanas, o mercado de suínos está melhor em 2017. Na média de janeiro a agosto deste ano, os preços na granja e no atacado estão 15,4% e 13,8% maiores que em igual período de 2016, respectivamente.


O setor está confiante para os próximos dias, mas será a demanda que irá modular o movimento do mercado.