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CNA defende liberação de recursos do seguro rural


Em audiência pública nesta quarta (30), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu a liberação imediata dos R$ 220 milhões destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), contingenciados pelo governo federal.


"Essa é a questão que mais preocupa os produtores, pois o contingenciamento dos recursos cria instabilidade no Programa e aumenta os custos do produtor rural", afirmou o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi, que participou da audiência.


No segundo semestre é quando o produtor mais necessita desses recursos, especialmente os cafeicultores e fruticultores. Segundo Lucchi, a CNA está trabalhando para estabelecer uma cultura do seguro rural no país que dê segurança ao produtor e evite que o governo gaste recursos públicos com renegociação de dívidas em consequência de instabilidades climáticas.


Entre 2006 e 2015 as apólices contempladas no PSR geraram indenizações de R$ 2,92 bilhões, com a subvenção do Governo em R$ 2,79 bilhões, atendendo 420 mil produtores. O PSR, segundo a CNA, reduz o endividamento dos produtores com as instituições financeiras, atrai investimentos privados para o setor, evita rupturas do fluxo de caixa e a descapitalização.


O orçamento do PSR para 2017 é de RS$ 400 milhões, mas o governo aplicou apenas R$ 180 milhões. A CNA e os produtores reivindicam do governo autorização ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para ampliar os limites de movimentação financeira para o PSR.