• Agência Cãmara

Comissão de Agricultura vai discutir problemas no setor de carcinicultura


Está marcada para esta quinta-feira (31) audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para discutir as diretrizes operacionais de financiamento à carcinicultura (criação de crustáceos); e os riscos zoossanitários advindos da importação de camarões de origem equatoriana. Solicitaram o debate os deputados Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) e Evair Vieira de Melo (PV-ES). Em relação à carcinicultura, Gomes de Matos pretende questionar “a falta de diretrizes operacionais de financiamento ao setor, causando enorme prejuízo ao mercado brasileiro e perda de espaço no mercado mundial”. Segundo o deputado, a liberação das importações de camarão pelo Brasil, “além dos riscos de enfermidades à cadeia produtiva nacional, constitui-se numa verdadeira temeridade para a biodiversidade brasileira de crustáceos e para a economia das regiões Norte, Nordeste e Sul”. Nessas regiões, destacou, a pesca extrativa de camarão, lagosta e caranguejos, além da carcinicultura, “constituem-se em importantes ferramentas de inclusão social e de geração de empregos”. Já o deputado Vieria de Melo lembra que, desde 1999, foram criadas restrições sanitárias para a importação de crustáceos, tendo como fundamento a proteção da sanidade dos crustáceos nativos brasileiros e da carcinicultura nacional, contra as doenças de origens virais que afetam mundialmente os crustáceos marinhos, nativos e cultivados. “Embora seja portador dos vírus da Mancha Branca e de mais oito doenças de notificação obrigatória ou de alto risco epidemiológico, [o Equador] proibiu a importação de camarão e de biomassa de Artemia salina do Brasil.


Vale salientar que o Brasil possui apenas 4 doenças, dentre as quais, somente uma não ocorre no Equador, que, no entanto, vem pressionando o governo brasileiro para autorizar a importação de seus camarões cultivados, que conta com sete doenças que não ocorrem no Brasil”, ressaltou o parlamentar. Segundo Vieria de Melo, essas novas doenças têm colocado em alerta a vigilância do movimento de fronteiras em relação a importações de organismos vivos ou congelados oriundos de países produtores de camarão cultivado.